sábado, 26 de maio de 2012

O fim da linha para as locadoras


Pesquisas apontam queda de mais de 65% de movimento nos últimos anos. Mais da metade das locadoras já fecharam as portas.
Por Leandro Massoni
Há algum tempo, não muito, era comum a prática de aluguel de filmes em locadoras, como forma de entretenimento e lazer caseiro.
Mas, com o passar dos anos, o advento da tecnologia tem modificado esses costumes. O DVD substituiu o VHS, até pelo custo mais acessível, e agora quem domina esse terreno é a internet.
Segundo o Sindicato das Empresas de Vídeolocadoras do Estado de São Paulo (Sindemvideo), a queda do faturamento foi de 45% de 2005 para 2007, e depois 15% em 2009. O movimento nas locadoras teve uma redução de 65%. O resultado disso é que mais de 55% das lojas fecharam suas portas. No final de 2010, eram cerca de 2 mil unidades em atividade.
Em uma das locadoras da rede Hawaii Vídeo, localizada na zona norte de São Paulo, a funcionária Gabriela Silva, que cuida do balcão de atendimento, diz que a procura por filmes para alugar está sendo muito pouca. E isso tem ocorrido mesmo com o trabalho feito pelos policiais que fazem patrulha no local e ajudam a combater a leva de camelôs e ambulantes das ruas.
Em média, são emprestados da locadora 270 filmes por mês, o que equivale a R$ 2.500. Gabriela diz que é frustrante a situação em que o mercado se encontra por conta do baixo número de clientes. “Mas estamos conseguindo recuperá-los por meio de promoções”, comenta.
A rede possui ainda mais três lojas no Tucuruvi, Av. Conceição e Av. Guapira, esta última com risco de ser fechada, vítima da falta de lucro.
Segundo relatório apresentado pela Receita Federal foram apreendidos R$ 1 bilhão em produtos falsificados. Dados da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM) registraram em 2010 mais de 25 milhões de CDs e DVDs retidos por ações de combate à pirataria pelas autoridades públicas e dos agentes da associação. O número de DVDs de filmes recolhidos ultrapassa a marca de 19 milhões.
Para um comerciante de feira livre, que prefere não ser identificado, o fato de o material ficar disponível na internet não justifica uma infração na venda do produto. “Na pirataria, se eu copiar o material original é uma coisa, mas está disponível na internet para quem quiser. O pessoal simplesmente tira e fornece para as pessoas que não possuem esse acesso e que desejam”,diz o vendedor.
Ele consegue vender entre 200 e 300 DVDs por dia, por R$ 3,00 cada e R$ 10,00, quatro unidades. O preço em média de um DVD virgem é de R$ 0,20.
O ambulante afirma que a fiscalização é feita pela Polícia Metropolitana, mas nunca sabe quando ela pode chegar. Ele ressalta que os fiscais agem de maneira abrupta e sem respeito com o trabalho dos camelôs. “É uma ordem deles de levar o material, mas destruir uma barraca como eles têm feito é errado. A polícia tem coisas mais importantes para fazer do que ficar correndo atrás de DVD. Estamos trabalhando, não estamos apontando uma arma na cabeça de ninguém. O pessoal compra se quiser”, comenta.
A pirataria e o acesso livre a links na internet têm prejudicado bastante a vida das locadoras. Redes como 100% Vídeo, Alex Vídeo e Vídeo Norte perderam algumas de suas franquias e começam a migrar para serviços web de locação de vídeos.

Para o proprietário da rede Hawaii Vídeo, Sérgio Pires, hoje a pirataria representa mais de 50% do mercado áudio-visual. Além disso, pesa a falta de tempo das pessoas. “Antigamente você pegava um fim de semana chuvoso e uma das poucas opções de lazer era passar numa locadora e pegar um filme. Hoje em dia, com a internet, tem muito mais opções”, analisa Pires.
Segundo ele, o preço para a compra de um filme, sendo lançamento, é muito alto para as locadoras: 110 reais. Para o consumidor final, o preço varia de R$ 12,90 a R$ 39,90.
As locadoras que devem sobreviver com o tempo são as mais tradicionais. As lojas de bairros movimentados devem agregar outros tipos de serviços, como lojas de conveniência, roupas e brinquedos referentes a personagens de filmes.
A redução dos preços do aparelho blu-ray, o investimento no atendimento e em públicos mais segmentados apresentaram bons resultados nos últimos anos.
A Blockbuster, operante desde 1995 no Brasil, era uma das principais redes de locadoras no mundo. Distribuía os grandes sucessos do cinema hollywoodiano e se tornou referência em muitos bairros. A crise veio se instaurar em 2004, quando o Grupo Lojas Americanas comprou a empresa. A rede veio a declarar falência no país em setembro de 2010, passando todos os seus serviços para o formato online. A Blockbuster teve perdas de US$ 1,1 bilhão em 2008, acumulando no final uma dívida de US$ 920 milhões.
Uma das responsáveis pela queda da rede de locadoras norte-americana foi a Netflix. Desenvolvida em 1997 por Reed Hastings, estabeleceu-se no mercado por conta do seu sistema de fazer assinaturas por um preço fixo, com as quais os clientes podem alugar quantos filmes desejarem.
Na internet, o acesso a sites de compartilhamento de vídeos e músicas vem sendo muito freqüente pelos usuários. Em janeiro deste ano, o Megaupload, que possuía um dos grandes acervos de arquivos no mundo, foi tirado do ar pelo governo norte-americano, acusado de ter dado um prejuízo de US$ 500 milhões a detentores de direitos autorais por conta da pirataria de filmes, séries e outros produtos.
Para Pires, o governo não agiu na hora certa para impedir o “boom” da pirataria com leis mais efetivas. “Em todo o lugar tem pirataria e as pessoas toleram como se fosse uma atividade normal. Se houvesse um combate maior, na nascente, por parte do governo, seria mais fácil. Hoje em dia é muito mais difícil, pois você tira um camelô daqui, faz uma apreensão, mas depois ele recupera tudo o que perdeu em alguns dias. Se a lei fosse comprida de forma mais efetiva, poderia acabar ou dificultar bastante à pirataria, melhorando um pouco a situação das locadoras”, afirma.


Veja matéria sobre o fim das locadoras:


O Futebol Nacional de hoje


Por Leandro Massoni
As tradições do futebol brasileiro estão guardadas no coração de São Paulo, cidade que recebeu Charles Miller, quando voltou da Inglaterra. Ele trazia na bagagem, além de um elemento esférico, chamado bola,  um par de luvas e um livro de regras de um jogo que se tornaria, mais tarde, febre entre o povo brasileiro.
A partir da iniciativa de Miller de reunir os funcionários da empresa ferroviária São Paulo Railway Company, junto com os empregados da Companhia de Gás (Gas Company), foi dado início à prática do futebol no país. Todos os jogadores que compunham as equipes eram ingleses radicados no Brasil.
Na primeira partida, o SPR venceu a companhia rival pelo score de 4 X 2, com direito a dois tentos realizados pelo paulistano introdutor do esporte no país.
O São Paulo Railway Athletic Club formou-se como time profissional em 1919. Disputava os campeonatos organizados pelas entidades que comandavam o esporte no estado, obtendo boas colocações. Em 1946, quando a ferrovia que interligava São Paulo ao litoral santista encerrou suas atividades, o time da Rua Comendador Souza teve que mudar seu nome.
Em uma partida amistosa com o Clube de Regatas do Flamengo, o time jogou o primeiro tempo como SPR. No segundo, surgia uma equipe diferente. Era o início do Nacional Atlético Clube, nome dado em homenagem a “nacionalização” da estrada de ferro.
O jogo terminou com vitória do rubro-negro carioca por 4 X 2, amargando um pouco o fato que aconteceu na história do futebol paulista.
Em 1959, o Nacional começava a viver seus anos de declínio. Foi rebaixado para divisões inferiores, ficou pelo menos duas vezes sem disputar campeonatos oficiais. Perdeu os poucos adeptos que ainda possuia. E o prestígio e a admiração no passado deram lugar ao ostracismo e ao esquecimento da mídia esportiva.
O clube, conhecido por suas alcunhas Nac, Naça ou o Ferrinho, foi sucumbido pelos maus resultados dentro e fora de campo e até hoje se encontra em um estado precário, apesar de resguardar o respeito e o carinho de simpatizantes e pessoas que já acompanharam de perto a trajetória da equipe.
Atualmente, o Nacional Atlético Clube disputa a Segunda Divisão do Futebol Paulista (equivalente a quarta divisão), buscando o acesso às divisões acima. Os principais títulos conquistados foram dois Campeonatos Paulistas da A3 e duas Taças São Paulo, pouco para um clube que teve tudo para se tornar um dos grandes da capital.
Sem tantos investimentos e parcerias que não deram resultados positivos, a equipe ferroviária ainda tem no passado o que se orgulhar, por ter feito parte do nascimento do esporte bretão em solo verde e amarelo.
Com o objetivo de relatar a história e os fatos que envolveram o Nacional no passado é que está sendo desenvolvido o documentário “O Futebol Nacional de Hoje”, que trará depoimentos de funcionários,ex-jogadores, imprensa especializada e dos poucos torcedores que ainda restam. Um dos questionamentos que temos: a tradição e a paixão têm conseguido resistir ao tempo? É o que pretendemos mostrar!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Moda, uma questão de bolso

Quais são os grandes motivos que levam as pessoas a comprarem as últimas tendências de peças de marca e o porquê desta ambição

Por: Leandro Massoni


Novidades que surgem no mercado, o bem estar e o status mais elevado por conta da variedade de grifes e de roupas de marca mais fortes, enchem os olhos dos consumidores na hora de comprar uma vestimenta. Nesses casos, o desejo fala mais alto do que a necessidade de apenas se vestir. O fato de poder usar uma peça de determinada marca pode dizer se esta pessoa é consumista pelo que paga, apenas para vestir uma calça, um tênis ou uma camiseta.

Hoje a moda trabalha com determinados públicos e gostos. O surfe é um dos estilos mais comuns da garotada na faixa de 12 aos 25 anos. As roupas de modelos famosas que desfilam nem passarelas servem apenas como tendências que os estilistas atribuem para mostrar a elasticidade dos tecidos, mas não sendo usadas para o comércio popular. Existe a tendência “Pret-a-Poter” (Expressão francesa) que significa uma roupa pronta para ser usada ou levada das lojas. As indústrias francesas produziam em série peças em razão de baratear o produto. É comum vermos pessoas que estejam vestindo uma camiseta mais simples, calças jeans básica e um tênis, pela praticidade e opção mais rápida na hora de escolher. Os preços mais elevados determinam a importância de marcas mais conhecidas e que trabalham com o aspecto da imagem.

Fatores como o consumismo são efeitos do apelo emocional de uma marca. O fato de um produto ser de uma determinada marca ganha mais força no mercado, não apenas pelo seu preço, mas pela sua busca de vestir a marca e se tornar fiel ao produto. Se a gente for calcular, os gastos com roupas de surfe podem variar de R$ 50,00 a quase R$ 1.000,00 por mês, dependendo da marca e qual seja a vestimenta, além da quantidade. O consumismo pode ser considerado fator psicológico, pois a moda acaba determinando o que você deve usar para se sentir mais autoconfiante e seguro de poder adquirir o produto.

sábado, 24 de março de 2012

E lá se foi o humor original brasileiro

Humorista Chico Anysio faleceu nesta sexta-feira (23) aos 80 anos por falência múltipla de órgãos. Corpo será velado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


Quem já deve ter ouvido bordões como “E o salário, ó...” do conhecido Professor Raimundo, sabe quem o fez, fez com muito carinho, assim como tantas outras figuras humorísticas que passaram na tela de nossa TV. Chico Anysio deixou fãs e admiradores de seu trabalho brilhante na dramaturgia e no humor brasileiro. Por conta da falência múltipla de seus órgãos, não resistiu a uma parada cardiorrespiratória e veio a falecer no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, às 14h52 desta última sexta-feira.

O corpo do humorista será velado no Theatro Municial, no Centro do Rio, neste sábado (23) e o velório será aberto ao público à partir das 12h. No domingo, será cremado no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. O horário da cerimônia ainda não foi divulgado. O governador do Ceará, Cid Gomes, decretou luto oficial no Estado por três dias.

O comediante havia apresentado uma piora nas funções respiratórias e renal na última quarta-feira (21), tendo que respirar com ajuda de aparelhos durante o dia todo. Ele estava internado no CTI do Hospital Samaritano desde o dia 22 de dezembro do ano passado por conta de um sangramento. O comediante teve o problema controlado, mas apresentou infecção pulmonar e retornou à clínica. Chico seguia sessões de fisioterapia respiratória e motora diariamente, somadas ao controle com antibióticos.

Chico Anysio deixa na lembrança daqueles que tiveram a oportunidade e o prazer de lhe acompanhar personagens marcantes. Alberto Roberto, Bento Carneiro, Bozó, Painho, Haroldo, Coalhada e tantas outras faces foram presentes durante 65 anos de carreira do humorista, sendo grande parte de sua vida dedicada à alegria, descontração e entretenimento com mais de 200 personagens diferentes para um público que precisava fugir dos problemas do dia-a-dia em um momento onde pudesse encarar aquelas situações de forma mais cômica e engraçada. Chico teve participações em programas de humor próprios na TV Globo como “Chico City” (1973-1980), “Chico Total” (1981 e 1996), “Chico Anysio Show” (1982-1990) e "Escolinha do Professor Raimundo" (1990-1995). Mais recente, fez algumas participações no humorístico “Zorra Total” em 2011.

Anysio também fez algumas participações em novelas e especiais da emissora como “A Diarista” (2004), “Sinhá Moça” (2006), “Pé na Jaca” (2007) e “Guerra e Paz” (2008). Anysio teve um quadro fixo no programa “Fantástico” por 17 anos (de 1974 a 1991) e fez a supervisão da criação do humorístico “Os Trapalhões” no início da década de 90. O humorista deixa oito filhos e completaria 81 anos no dia 12 de Abril.


quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Constituição de Leis do nosso Brasil

Saiba sobre as principais leis que regem nossa constituição política e o que servem o uso delas.

Por: Leandro Massoni


Será mesmo que as pessoas conhecem bem o que serve o poder Legislativo? E a relação do Executivo e Judiciário? Não apenas estas, mas existem diversas leis que formam a constituição do nosso país. Todos nós sabemos basicamente de que forma elas atuam e seu papel dentro da política federal do Brasil. Quando falamos na primeira lei citada acima, entendemos de início que serve para a criação das mesmas, mas com autoridade para julgar o Executivo, que por sua função tende a executar o que for aprovado. O Judiciário, baseado no que consiste o Legislativo, apenas tem como obrigação julgar situações de conflitos dentro do país, baseando no que está em vigor como leis. Somente intervém quando provocado a fazê-lo, não tendo a função de exercer no papel do processo Legislativo na criação de normas jurídicas.

Mas não apenas vamos tratar de leis dessa forma. Devemos nos aprofundar mais à questão e conhecer algumas medidas para tomada de decisões que venham modificar o quadro Legislativo de um país.

Assim, em primeiro lugar, devemos definir o que é uma Lei – segundo alguns dicionários, a lei é uma “regra de direito ditada pela autoridade estatal e tornada obrigatória para manter, numa comunidade, a ordem e o desenvolvimento”, ou ainda, “uma norma ou conjunto de normas elaboradas e votadas pelo poder legislativo”, o que leva posteriormente a criação das mesmas. Depois, é necessário entender que a principal lei brasileira é que pode ser chamada de “Lei Maior” ou a Constituição da República Federativa do Brasil que traz os princípios fundamentais norteando o Estado Brasileiro e a definição e atribuição dos poderes, onde se encontra os tipos de leis do processo legislativo brasileiro.

Para entendermos melhor, vamos explicar de maneira mais concisa e esclarecedora alguns desses processos constituídos na legislação brasileira. Umas das principais leis é a Constituição Federal que dá sustentabilidade à existência da estrutura do estado brasileiro, legitimando os entes federativos a produzirem normas jurídicas aplicáveis aos cidadãos, servindo para que se exista a organização social ao invés de uma anarquia.

O STF (Supremo Tribunal Federal) atua como um guardião da Constituição Federal. Somente é acionado em decorrência de falta de normas via mandato de injunção ou, o que é mais comum em situações de discussão sobre a constitucionalidade de alguma norma, por meio do que chamamos de Controle Constitucional Difuso, quando qualquer ação, com conteúdo em debate, poderá ser julgado em última instância pelo STF ou por meio das “ADINs” (Ações diretas de inconstitucionalidade).

As Emendas a Constituição são propostas de mudança no texto da Constituição. (Obs.: alguns itens só podem ser mudados com a aprovação de uma Nova Constituição). As Propostas de emenda à Constituição, conhecidas como PECs tem como propósito modificar, ou seja, emendar alguma norma da Constituição, naquilo que podemos chamar de Reforma Constitucional Derivada. Para o advogado e professor mestre da Universidade Mackenzie, Renato Canha Constantino, existem normas constitucionais chamadas “Pétreas”, que não podem ser consideradas de objeto de reforma, por meio de emenda. “O senado somente, por meio de uma nova constituição, o que seria fruto de uma Assembléia Constituinte Específica, à qual chamamos de Reforma Constitucional Originária, onde um país substitui integralmente seu texto constitucional, como ocorreu no Brasil, pela última vez, em 1988.” Complementa Renato.

O ex-presidente da câmara dos deputados, Michel Temer, havia entendido que alguns projetos, assim como leis complementares e dos próprios PECs não deveriam ser editados por medida provisória, fazendo com que as MPs trancassem suas pautas para esses casos.

Outros tipos de leis que podemos citar é a resolução, usada para definir normas internas e de interesse do Congresso, como conceder afastamento a senadores e deputados. Existe ainda o decreto legislativo, também de uso exclusivo do Congresso. Sua função é de regulamentar os tratados, acordos internacionais que comprometam o patrimônio do país e a autorização do presidente da República a declarar guerra ou paz a outras nações.

Veja abaixo mais algumas leis listadas pela constituição legislativa:

Lei complementar: Leis criadas apenas para complementar determinados itens da Constituição. (Exemplo: a Lei Complementar N. 123/06 sobre Micro e Pequenas Empresas).

Leis ordinárias: Qualquer lei que não se encaixa na definição acima, apenas trata das regras mais gerais sobre determinado assunto.

Leis delegadas: Lei para a edição da qual o Presidente da República tem autorização expressa do Congresso Nacional.

Decretos Legislativos: quando a matéria é de competência exclusiva do Poder Legislativo.

Decreto: Ato de natureza administrativa de competência apenas do Presidente da República.

Resoluções: Normas que tem validade apenas para o órgão que a criou.


As leis também podem afetar as áreas comerciais e sociais. Para o advogado Renato Canha, as normas modelam o estado em geral, de forma que interfira de modo positivo ou negativo cada setor ao qual se dirige. “Note que as leis que incentivam o comércio com redução de tributos programam na economia e toda a cadeia produtiva. Ao revés, quando precisa onerar a produção, a norma acaba gerando retração da economia. Em áreas sociais puras, as normas podem modelar comportamentos, como o caso da Norma Paulista que passou a exigir que os ocupantes de automóveis utilizassem o cinto de segurança, impondo-lhes severas multas em caso de descumprimento. Logo aquilo que era uma “Lei-morta” no país, passou a fazer parte do atual Código Brasileiro de Trânsito e difundiu-se como compartimento social, assim como a Lei Paulista Anti-Tabagismo.” Diz o advogado fazendo uma comparação entre as duas leis impostas pelo governo.

Algumas pessoas devem se perguntar em relação do que seja uma “Medida Provisória”. Quando é necessária a criação de uma norma em caráter urgente, apenas temporária, proposta pelo Poder Executivo, só depende da aprovação do Legislativo para se tornar permanente. A MP, como abreviado o termo, é conhecida por sua urgência. Assim que o presidente assina uma medida provisória, ela entra em vigor imediatamente. Apesar de não precisar da aprovação imediata do Congresso, as MPs precisam ser votadas em até 120 dias para se tornarem leis. Caso os parlamentares não analisarem a medida nesse período, a MP impede a votação de outros projetos de lei e passa a ser o primeiro item da fila de votação.

Uma das leis que devemos abordar e de grande importância é a dos direitos dos consumidores, que consiste no tratamento das relações de consumo em todas as esferas civis, definindo as responsabilidades e os mecanismos para a reparação de danos causados, administrativa, definindo os mecanismos para o poder público de atuar nas relações de consumo e penal, estabelecendo novos tipos de crimes e punições para os mesmos. Os direitos do consumidor apresentam os contratos mais comuns do seu dia-a-dia e às práticas abusivas que ele pode estar exposto mesmo sem contratar, relacionando o estudo de casos concretos à lei, oferecendo soluções práticas para as questões apresentadas. O grande objetivo é defender os direitos previstos na lei e oferecer ao consumidor a oportunidade de exercer sua própria cidadania, o que, às vezes, não é possível por mero desconhecimento.

Ao fazermos uma pesquisa sobre os tipos de leis existentes e seu uso, as pessoas desconhecem um pouco para o que elas servem realmente, mas acreditam que podem servir quando precisamos. O encarregado de laboratório da Universidade Paulista – Unip, Reinaldo dos Santos, de 32 anos, diz que precisamos correr atrás para termos nossos direitos. Para a policial militar Aline Mara, de 25 anos, acredita que podem ser úteis, mas requer um pouco de esforço e paciência para serem acionadas. “Se com lei já é mais difícil, sem elas, seria uma bagunça”, afirmou.

Há algumas dúvidas que pairam em nossas mentes quanto em relação ao devido uso das leis. Já ouvimos dizer alguma vez que elas não servem para nada ou que não alteram diretamente a vida das pessoas. Para Doutor Renato, a tendência do ser humano é de ser individualista. “Não há como agradar a todos, afinal, vivemos em uma república.” Completou. Para o funcionário público, Élton Fagundes, de 28 anos, que trabalha com o Estatuto da criança e do adolescente (ECA), em sua concepção, a lei é bem feita, mas não é bem aplicada como deveria de ser.

Em muitos casos, as leis costumam demorar muito para serem aprovadas no Congresso. Mas a velocidade para sua aprovação depende de muitos fatores como “lobby”, a mobilização da sociedade, o interesse dos parlamentares, dos partidos políticos e da disposição em que se encontra o governo. Tudo depende de diversas variáveis que possam contribuir ou não no aceleramento do processo. A maioria das pessoas desconhece o tempo que as leis possuem para entrarem em vigor, ou muitas vezes, precisam “sentir na pele” quando elas são existentes em nossa sociedade. O Técnico de Enfermagem e estudante da Universidade Paulista, Demerson Gabriel, de 36 anos, afirma que pelo mal aplicamento das leis, as pessoas não conhecem bem, como devem ser aplicadas, mas sabem quando punidas, citando a lei do trânsito, quando o condutor do veículo sem o cinto de segurança ou embriagado. O estudante da Unip ainda comentou do CEPE (Código de Ética do Profissional de Enfermagem). “Todo profissional deve conhecer esse código porque pode perder a profissão se não souber o que está fazendo, assim como o caso recente da enfermeira que havia injetado leite na veia da criança. Se a pessoa conhecesse a lei, saberia o que estava fazendo”, comentou.

Antes de chegar às mãos do plenário, todo projeto percorre um longo caminho. Primeiro ele deve ser analisado por uma comissão técnica. Por exemplo, se o projeto seja sobre Imposto de Renda, deve ser avaliado pela Comissão de Finanças. Nessas comissões, cada projeto tem um relator, que é o parlamentar responsável por sugerir mudanças, rejeitar ou aprovar o projeto.

Todas as propostas sugeridas passam pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que tem como objetivo avaliar se elas estão de acordo com a Constituição. Muitos projetos já são votados nas comissões, enquanto outros vão para avaliação no plenário. A ordem dos projetos a serem votados deve ser definida pelo presidente da casa, que apenas decide só depois de ouvir as lideranças dos partidos para se ter uma conclusão. Na maioria das vezes, essa votação é simbólica, quando os parlamentares, em grupo, aprovam ou rejeitam a proposta. Em outros casos a votação é nominal para cada parlamentar.

Depois de aprovado, o projeto segue para a avaliação do senado. A proposta só faz o caminho contrário quando é apresentado por algum senador. Depois de passar por senadores e deputados, o presidente da República tem de assinar o projeto para que ele se torne lei, a chamada sanção que torna em prática a lei para a constituição.

O Presidente tem o direito de vetar totalmente ou parcialmente o projeto. Caso aconteça, os parlamentares têm o direito de confirmar ou derrubar o veto presidencial em uma sessão com voto secreto. Alguns podem achar opiniões contra a esse tipo de medida, mas para o advogado Doutor Renato, seu pensamento é diferente. “Dependendo do assunto, ser secreto pode ser algo vital à liberdade de cada parlamentar, por mais que a opinião pública assim não tenda a enxergar.” Afirma.

Mas há alguns artifícios que servem para acelerar a aprovação de um projeto de lei. O Executivo pode fazer um pedido de urgência em alguma proposta que seja de sua iniciativa, tendo que ser votado em um prazo de até 45 dias. Se isso não acontecer, o projeto em urgência passa na frente dos outros, sendo que nenhum pode ser votado antes, assim como acontece com as medidas provisórias.

Todos esses processos de tramitação são públicos. As sessões são transmitidas pela TV, enquanto os projetos e pareceres são impressos e estão acessíveis nos sites da Câmara e no Senado. Para saber como anda o processo de um projeto, é possível entrar em contato no telefone 0800-619679 ou pelo site www.planalto.gov.br para mais informações.


Fontes: InfoEscola/Planalto.gov.br

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Projeto O Diplomata


A revista O Diplomata é uma produção acadêmica feita pelos alunos Leandro Massoni, Paulo Ascenção e Ricardo Vitellozzi do 6º semestre do curso de Comunicação Social - Jornalismo da Universidade Paulista - Unip. A publicação traz como principal assunto dentro de suas matérias o uso das redes sociais nos conflitos políticos no cenário mundial, contando com a participação em entrevistas de Manuel Nabais da Furriela, responsável pelo projeto da Acnur para refugiados de outros países, a ex-vereadora Sônia Francine que fala sobre sua participação na campanha eleitoral de José Serra ao governo de São Paulo e do jornalista Gérson de Souza da Rede Record que descreve um pouco de sua vida e discute sobre o uso das ferramentas virtuais dentro desse âmbito. Veja no link abaixo e boa leitura!

http://www.calameo.com/read/0003074800e67307412d3

segunda-feira, 17 de outubro de 2011


Jobs: Um mito da era digital

A trajetória do cientista e empresário da Apple Steve Jobs dentro do mundo digital teve seus altos e baixos, mas deixou seu legado para milhares de adeptos a seus produtos que inovaram o mercado tecnológico

Por: Leandro Massoni


Definitivamente, ficamos perplexos ao saber de sua lamentável morte. Mesmo estando ciente de seu estado de saúde grave devido ao câncer, Steve deixou um legado de fãs e de pessoas que o admiravam pelo seu caráter e postura, além é claro de seus grandes feitos em prol do mundo tecnológico.

Mas Steve não começou alto para terminar do mesmo jeito. Passou por desafios e teve que superar traumas ainda quando recém-nascido. Sendo rejeitado pelos pais por duas vezes, Jobs passava sua infância freqüentando cultos religiosos em troca de um prato de comida. Aos 17 anos, entrou na faculdade Reed College, em Portland, Oregon. Após seis meses, abandonou os estudos por conta dos elevados custos que tinha ao cursar a universidade.

Mas a vida de Jobs começou a dar a volta por cima. Ao lado do então parceiro na época Steve Wozniak, na década de 1970, fundou a empresa Apple. Com a grande capacidade de Wozniak no ramo eletrônico, surgiu a Apple I, o primeiro computador pessoal do mundo. A venda de 200 unidades do projeto obteve-se o lucro de US$ 666,66.

Mas o sucesso da empresa, que mais tarde iria ganhar o reconhecimento do mundo, estava apenas começando. O lançamento da plataforma Apple II, bem mais acabada e prática ao tirar da caixa sem precisar montar decolaram nas vendas e elevou o nome da empresa. O surgimento do Macintosh como uma grande inovação no mundo tecnológico, com uma interface gráfica melhorada, com tela colorida e sem as linhas de códigos abaixo do monitor, além da criação do mouse para auxiliar em seu manuseio. Com grande sucesso, dando origem a um mercado mais concorrido em que outras empresas (como a Microsoft) tentaram seguir com as mesmas idéias.

Mas nada é tão fácil quando conseguimos o sucesso. Jobs teve períodos conturbados dentro da Apple. Idéias entrando em discordância com altos escalões e brigas constantes fizeram do então fundador a sua expulsão da empresa em 1984. Mas Steve não parou por ai. Com sua criatividade, fundou a NeXT Computer, especializada em desenvolvimento de softwares, além de uma divisão de computação da Lucasfilm em 1986, comprando um estúdio de computação gráfica chamada Graphics Group. Seu foco mudou e passou a criar animações gráficas, e a empresa se chamaria Pixar Studios, a mesma criadora de desenhos animados que levaram multidões aos cinemas no mundo todo como Toy Story, Vida de Inseto e Monstros S/A. A Disney, encantada com o talento do cientista, resolveu comprar a Pixar, tornando Jobs como acionista majoritário.

Mas Steve, que havia saído como causador de problemas, voltou como salvador a Apple em 1997. Nesse período, a empresa andava mal das pernas, quase a beira da falência, apenas concorrendo no mercado de forma discreta. Com Jobs, surge o iMac, colocando componentes que antes eram encaixados no gabinete, dentro do monitor, proporcionando um design inovador e que chamou a atenção de seu público comercial.

Em 2001, Steve lança o iPod, o aparelho Mp3 mais vendido no mundo, e o iTunes, local onde se compravam arquivos de mídias digitais com direitos FairPlay, recolocando a indústria fonográfica que se encontrava à beira da pirataria.

Ao saber sobre o surgimento do câncer no pâncreas, Jobs deixou seus negócios com o empresário Tim Cook para dar início ao tratamento da doença. Em 2007, Steve volta com mais força e lança no mercado mais uma de suas brilhantes criações: O iPhone. Com um teclado Touch Screen, com funções fáceis e práticas para serem usadas e bateria com mais tempo de duração. O aparelho conquistou grandes expectativas, resultando na venda de mais de 1 milhão de aparelhos durante seus primeiros 90 dias nas lojas em todo o mundo, e as empresas concorrentes teriam que se “mexer” para acompanhar a evolução da Apple.

No ano de 2009, o câncer de Steve reaparece, desta vez no fígado. Mais uma vez, uma constante batalha pela vida levou o cientista a deixar novamente o posto da Apple para fazer um transplante de órgão.

Em 2010, a chegada do iPad, mais uma inovação de Jobs no mercado, que seriam os Tablets mais avançados, com mais de 4,5 milhões de unidades vendidas em apenas três meses, superando números como o DVD, que em seu primeiro ano apenas vendeu 350 mil unidades.
Mas parecia que a doença não daria trégua ao criador da Apple. Neste mesmo ano, no dia 24 de Agosto, o cientista e empresário entregou seu cargo a Tim Cook, que cuidava interinamente de seus negócios enquanto se tratava e se afastou definitivamente da empresa. O golpe mais duro, para Steve e a todos nós chegou à tona. No dia 5 deste mês de Outubro, Steve Jobs veio a falecer devido ao câncer no fígado.

Steve deixou não apenas seus inventos, mas proporcionou ao mundo uma nova visão à tecnologia, uma evolução na era digital inigualável e o carisma e admiração de milhares de pessoas que o acompanharam durante sua trajetória dentro da ciência. Abriu as portas para novas descobertas, e deixou o caminho para o prosseguimento delas.